domingo, 24 de julho de 2011

Recado:


Eu acho realmente muito engraçado quando vou àquelas comunidades... Sempre tem aqueles que se acham o avião que atingiu as torres gêmeas, não é mesmo? Só porque tem uma foto bonitinha, ouve musicas de bandas que ninguem conhece, escreve com a pontuação correta e sabe ser irônico acha que pode diminuir as pessoas. Então, aqui vai um recado: acordem, porque essa atitude é totalmente infantil, já que se acham tão superiores, façam por merecer. E, pra cima de mim... Não.

Otários.

sábado, 23 de julho de 2011

Desabafo

Liberdade de expressão. Aquela coisinha que nos fazpoder gritar. Então eu grito: fodam-se! Todos vocês que julgam sem conhecer; que são cercados de pré-conceitos; que são egoístas; que não sabem respeitar... Fodam-se todos, sem vaselina!


A Indomada
Inconstante. Mutável. Acredita na constante mudança. Tem conflitos internos que a desconcertam. Ao longo das postagens, vão perceber que existem muitas face em uma pessoa só. Vértices de um mesmo triângulo.


É só que, eu não acredito mais em mudanças. Chega uma hora que a gente vê que as pessoas são como são, não adianta querer moldá-las do jeito que nos convém. É bom saber que eu evoluí, de uns tempos pra cá.



A Bela.

Chegadas e Partidas.

"Eu sou um aeroporto.
Na verdade, todos nós. Que outro lugar, senão um aeroporto, condensa sob o mesmo teto a alegria do encontro e a tristeza da despedida? Vejo pedaços de mim acima das nuvens, em logradouros distantes, em cidades inóspitas. Recebo, também, de todo lugar, pedaços do mundo que, como ímãs, aplicam-se sobre a minha pele e lá ficam para a posteridade, exibidos por onde passo. Alguns têm a pista embrenhada entre matas, encoberta por nuvens de chuva, radares desligados ou intencionalmente sabotados. Tem gente que tem medo de avião.
Por medo das partidas, tem gente que não deixa ninguém chegar. São aeroportos fechados. No entanto, a gente só percebe o calor do abraço quando sente a dor de respirar o ar frio da solidão. Você brada aos céus toda sorte de impropérios, mas não percebe que vôo nenhum te encontra no radar. Eu sou um aeroporto. Chegadas e partidas são a única certeza na minha vida. Meus olhos estão virados pro futuro, focados na estrada que se prostra à minha frente. Encontro em mim, com igual facilidade, motivos para persistência ou para desistência. E continuar pra quê? Continuo com a força do que levo pra vida. O saldo positivo disso tudo é a quantidade de aviões que acolho em meus hangares. Pedaços de histórias que conto pra mim mesmo todo dia, enquanto ergo um tímido sorriso quase que instantâneo de realização.
E você, aeroporto em greve, tá esperando o quê, olhando pra cima?
(Avião não pousa em aeroporto fechado)."

Esse texto me encantou de tal forma, que eu passei vários dias com algumas frases na cabeça, apenas refletindo. Essa é uma indireta [ou direta mesmo] àqueles aeroportos fechados. Acordem!
"Volta" sem fins lucrativos.


A Bela.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Foram dias lindos, mesmo quietinhos...

Resolvi dedicar um pouco de meu tempo somente para postar uma história. A minha história.

Sexta-feira, 15 de outubro de 2010.
Venci a preguiça, encarei o trânsito, ignorei minha cólica, desafiei minhas dúvidas, corri de um tarado, tudo pra te encontrar. Meu dia anterior havia sido uma tragédia, o que havia me deixado desconcertada. Parecia que eu estava sentindo...
Ao chegar à sua casa, você estava com aquela blusa regata verde, um rabo de cavalo prendia os seus cabelos, estava linda. Esperei até você terminar o seu trabalho, e quando finalmente suas amigas foram embora, eu pude presenciar uma das cenas mais lindas que eu já vi. Como num daqueles filmes de romance, você veio correndo na minha direção, um sorriso nos lábios cheio de ternura, uma expressão de felicidade, cheia de saudade. É difícil pra mim admitir que no momento que seus lábios tocaram os meus... Ah, aquele momento, meu coração tropeçou, parou e voltou a bater. Aquele beijo singular, o qual eu levo o gosto na boca até hoje.
Infelizmente, eu não podia fingir que nada estava acontecendo. Volto a dizer: parecia que eu estava sentindo.
Como numa novela Mexicana, eu larguei tudo e quis ir embora. Você não deixou, tirou a chave da porta e insistiu, até enfim, eu quebrar o silêncio:
- Acho que a gente não dá mais certo.
Minha vontade era de chorar, chorar até desidratar. Como eu pude ter desistido tão fácil assim? Como?
- Se quiser ir embora, pode ir.
Ela disse, não olhava nos meus olhos. Isso doeu, procurei encontrar coragem para finalmente ir embora e deixá-la. Depois de algum tempo, levantei, depositei um beijo em sua face, e fui embora. Meus passos não chegaram nem ao elevador. Voltei correndo, abri a porta e me deparei com a cena mais triste. Eu havia feito a pessoa que eu mais amava, chorar, fiz ela sofrer, eu não me perdoaria nunca. Me ajoelhei à sua frente, as lágrimas já tomavam todo o meu rosto, só conseguia ouvir os soluços do choro dela, minha voz era falha, quando finalmente consegui falar
- Desculpa.
Ela não me olhou. Continuou a chorar. Mais uma vez, eu levantei, e tentei ir embora. Estava desesperada, tinha vontade de gritar. Gritar não adiantaria, então, só chorei. Naquele mesmo hall onde eu a esperava quando chegava para ter dias lindos, naquela mesma parede, eu me encostei. Quando menos esperava, ela me tocou, a voz rouca, os olhos cheios de lágrimas. Era a segunda vez que eu a tinha visto chorar.
- Você acha que a gente não dá mais certo?
- Não sei...
- Você quer entrar?
- Quero.
Eu nunca solucei tanto na minha vida. Ao entrarmos, passamos um bom tempo nos abraçando, uma chorando no ombro da outra. Encontrava conforto em seus braços, um colo que ninguém nunca me deu, ao lado dela, eu me sentia amada.
- Porque quando você me abraça o mundo gira devagar... E o tempo é só meu, e ele me registra a cena, de repente vira um filme todo em câmera lenta... E eu acho que eu gosto mesmo de você bem do jeito que você é. []
Nos acertamos, e finalmente fomos embora. No ônibus, eu cantei uma musica inteira, as pessoas nos olhavam com um olhar de desprezo, mas eu não estava nem aí, era como se só existíssemos nós duas naquele ônibus.

- Adoro essa sua cara de sono, e o timbre da sua voz que fica me dizendo coisas tão malucas... E que quase me mata de rir quando tenta me convencer que eu só fiquei aqui, porque nós dois somos iguais. Até parece que você já tinha o meu manual de instruções porque você decifra os meus sonhos... Porque você sabe o que eu gosto...


Eu mal sabia, que aquele dia seria o ultimo dia em que eu estaria te vendo. Nosso aniversário de namoro. Um ano e dois meses ao teu lado.
E no outro dia, você já estava se agarrando com outra. Jogando tudo fora. Vivendo de momento. Eu te olho, e não enxergo mais aquela guria que eu conheci. Não sei se você sempre foi assim, ou se se tornou assim. Queria que você fosse sincera comigo, não só quando estivesse bêbada. Queria não ter desistido do nosso amor. Queria você ao meu lado agora. Queria te arrancar gargalhadas só ao me tremer toda a sua frente. Queria te pedir um beijinho. Queria que você falasse todos aqueles palavrões com os quais eu vivo falando só pra te sentir mais perto.
Uma música, uma pessoa, um gesto, uma palavra... Tudo me faz pensar em você. Isso dói tanto. Não por lembrar você, mas pela forma trágica como acabou. Como você jogou tudo fora. Não pretendo que você leia isso agora... E talvez, num futuro próximo, vamos nos cruzar, e não pense que não falarei com você. Falarei sim, te darei um abraço carinhoso, cheio de afeto e ternura, e nós vamos conversar. Colocar os papos em dias, e eu, como sempre nostálgica, posso até te mostrar isso aqui, não pra te mostrar como eu sofri, mas pra te mostrar como eu superei.
Você foi sim, a pessoa que eu mais amei, até agora. Apesar de todo o sofrimento, de todas as lágrimas, você me fez feliz. Foram dias lindos, mesmo quietinhos...
, A Bela.

sábado, 25 de setembro de 2010

EU que sinto muito.

- Eu sinto muito.
Foi o que ele me disse, a voz rouca, o olhar vazio.
- Sente muito? Eu que sinto muito. Porque você... Você quando sair por esta porta, vai voltar pros braços dela. E eu, eu vou ficar aqui, com essa dor. Porque dói. Dói, dói, dói, quase uma dor física. E é isso que você tem a me dizer? Por favor, me deixe sozinha. Não tem mais o que falar. Eu que sinto muito. Muito.
Um turbilhão de coisas vinha à minha mente, e eu disparei palavras sem medir, ele se aproximou, beijou minha testa, e foi embora. Eu, eu fiquei sozinha com a minha dor. Por um momento, pensei 'amor tece dor'. Não... Quem tece a dor somos nós. Eu vou ficar bem. Pensar positivo nessa hora foi a minha única saída.
, A Bela in: quem sente sou eu.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Falta você.

Engoli à seco toda aquela situação, a falta de você, as mentiras, a dor. Só restou um nó na garganta e um pedaço de mim.
Como se eu fosse a errada, eu fui atrás de você. Liguei, mandei msg, corri atrás. Passei por cima do meu Orgulho, da minha razão, em busca de você. Só levei na cara.
Descobri que não faltava um pedaço de mim, faltava você. Então, não falta nada. Você não me completava, e sim, complementava, adicionava; Vou viver a vida sem você.





, A Bela in: a vida continua.